As Estatísticas Enganam
Um dado blog argumentou sobre a obra Freakonomics, mais especificamente sobre o capitulo quatro onde é abordada a relação entre a legalização do aborto e a queda da criminalidade nos Estados Unidos. Ele trata esse capitulo como o ponto fraco dos estudos de Levitt e Dubner, dizendo que é controverso e apresentando, segundo o blog, bons argumentos para isso. Argumento esses falhos na nossa visão, pois não comprovam nenhuma falha nas teses firmadas na obra.
Observando que Levitt e Dubner apontam estatisticamente que os jovens entre 18 e 24 anos estão mais ligados ao crime. O autor do blog defende seu ponto de vista colocando em evidência dados do jornalista Steve Sailer, apontando que os jovens na faixa etária de 14 a 17 anos, em 1993 cometeram 3,6 vezes mais crime que a mesma faixa de idade em 1984. Mas tendo em vista a legalização do aborto, essa trupe é bem menor em 1993 do que era em 1984. Desse modo, quando essa turma estiver na faixa de 18 a 24 anos, que é o ápice do crime, mesmo o índice de crime sendo maior (3,6 vezes mais) de que em 1984, a quantidade de jovens com essa idade no crime é menor.
Tendo em vista as estatísticas que Levitt e Dubner apontam, que os homens entre 18 e 24 anos são os mais dispostos ao crime, podemos dizer que o argumento citado no blog, de que os homens mais velhos encontraram emprego e não sentiram atentados ao crime, é falho pelo fato deles já estarem fora da faixa etária dos indivíduos que teriam indícios a criminalidade. Com a legalização do aborto, a parcela de jovens que estariam no mundo do crime não nasceu, chegando a faixa etária considerada mais criminosa. Portanto, a tese do blog não é suficiente para explicar a queda da criminalidade e nem para atacar os argumentos de Levitt e Dubner.
Segundo o texto, a queda da criminalidade teve um ápice relevante em 1992. Porém essa queda não se deu da noite para o dia, sendo que mesmo pouco, a criminalidade já caía antes dessa data. O blog cita que a parceria entre Bill Clinton, Robert Rubin e Alan Greenspan apenas começou em 1993. Isso implica que o resultado na economia não foi instantâneo, e mesmo que fosse, já havia se passado um ano (entre 1992 e 1993) em que a criminalidade já vinha caindo. Portanto, essa parceria pode, sim, ter contribuído pouca mais tarde para a queda da criminalidade, mas não foi um fator predominante.
O problema das estatísticas serem condicionantes deve se ao fato de que sendo estatísticas elas são verdades, porém nem sempre apontam para o mesmo alvo. Levitt e Dubner argumentando que a faixa etária mais criminosa está entre 18 e 24 anos e que a queda da criminalidade ocorreu em 1992, 18 anos após a legalização do aborto, em nenhum momento têm suas teses atacadas diretamente por algum argumento do blog.
Turma Z
Pedro Paulino Filho
William Rosa
Wellington Roberto Tavares
segunda-feira, 8 de junho de 2009
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