Freakonomics é um livro interessante que aborda temas comuns e faz relações que nos fazem refletir sobre simples acontecimentos, fazendo e respondendo as próprias perguntas que incomodam pessoas que preferem crer no senso comum, ou na sabedoria convencional. O autor da argumentação faz uma tentativa de distorcer dados estatisticamente prováveis a uma verdade consciente.
O autor do argumento generaliza o fato de pessoas pobres cometerem a maior parte da criminalidade, o que não é verdade, pois Levitt e Dubner apontam que pessoas incapazes de criar um filho preferem evitar tê-los no momento, portanto filhos indesejáveis são mais propensos à vida de crime devido à incapacidade dos pais de lhes darem um lar saudável e uma família. Mas não necessariamente são todas as pessoas pobres que são incapazes de promover uma educação aos filhos, eles podem ser a maioria, mas pessoas ricas, por exemplo, podem não ter uma situação emocional conveniente para criar uma criança. O fator que mais afeta a criminalidade é o aborto. As estatísticas provam isso, como será abordado mais adiante.
O autor da contra-argumentação começa apontando a seguinte afirmação: menos filhos de pobres, menos crimes. Em primeiro lugar, a “tese” do livro não é assim generalizada. Em nenhum momento Levitt e Dubner afirmaram que os pobres abortariam, ou então, que apenas filhos de pobres têm propensão ao crime. Há também, uma importante correlação citada em Freakonomics: estudos mostram que os idosos nada fizeram para reduzir a criminalidade nos anos 90, pois a mudança demográfica é muito lenta para explicar o rápido declínio da criminalidade, sem contar que os jovens de 1984 tinham outros valores e compunham outra sociedade diferente dos jovens de 1993.
Um exame minucioso dos dados derruba a teoria do autor do artigo. É verdade que o mercado de trabalho mais pujante torna certo os crimes relativamente menos atraentes, mas isso se aplica apenas àqueles de motivação financeira, como assalto a residência e pessoas e roubo de carros, e não crimes violentos como homicídio, agressão e estupro. As pesquisas revelam que uma queda de 1% no desemprego responde por uma queda de 1% dos crimes não violentos.
Dizer que o crime cometido por homens mais velhos diminuiu por causa do aborto, gerando assim mais empregos é uma forma errônea de argumentar, pois o livro nos deixa claro que é mais difícil haver crimes entre homens mais velhos do que entre jovens, tendo em vista que a euforia dos mesmos é maior que a dos homens mais velhos.
O autor está sendo simplista em afirmar que só a economia está relacionada à criminalidade. O livro deixa bem claro que há outros fatores que influenciam o mundo do crime. O fator psicológico, por exemplo, explica aqueles que matam por “prazer”, sem ter o intuito de obter vantagem econômica.
Outro fator que deixa isso bem claro, é que colocar mais policiais nas ruas, para evitar crimes contra a propriedade foi a solução, pois esses tipos de crime já haviam despencado cerca de 20% antes mesmo de essa ação ter sido colocada em prática.
Para o autor, não há relação entre tal estatística e as demais apresentadas no decorrer do capítulo, mas Levitt defende seu ponto de vista a partir de dados extensos e complexos que são analisados usando princípios econômicos e ferramentais e técnicas estatísticas que comprovam que a legalização do aborto contribuiu com a metade da queda do nível de criminalidade nos Estados Unidos entre 1990 e 2000.
Tal estatística combate com a “sabedoria convencional”, pois muitos preferem não acreditar de fato na verdade, criando a partir de então uma “inverdade” ou então preferem julgar estatísticas, como as de Levitt, não sabendo analisá-las corretamente.
O aborto, portanto, é de fato o principal agente vinculado a redução da criminalidade, conforme os argumentos verídicos com base nas estatísticas. Os bebês abortados são aqueles indesejáveis, com uma forte tendência a vida do crime.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
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