segunda-feira, 8 de junho de 2009

Turma X - Equipe 6

Bruno Migliato - RA: 2700207
Gerson dos Santos - RA: 2700204
Lucas Simões - RA: 2700190
Daniel Picon - RA: 2700215
Aparecido de Jesus Bernardo - RA: 7700073

Atividade de Língua Portuguesa – Contra-argumentação
Prof. Thiago Carbonel

No texto analisado, o autor argumenta opostamente ao livro Freakonomics, de Levitt e Dubner, em relação ao aborto, ligado à diminuição da criminalidade. No texto a seguir, demonstraremos de forma sucinta, os pontos fracos dessa argumentação.

A) Os índices de criminalidade não poderiam indicar a queda dos mais jovens primeiro, pela questão de terem sido a ultima geração do crime. Muitos criminosos do período anterior a 1973 morreram ou até mesmo pararam com vida do crime, pois estavam velhos. Pode-se dizer, então, que nesse período havia mais criminosos, pois a lei do aborto não vigorava em todos os estados. Havia mais ladrões nesse período e ao longo dos anos, foram gradativamente morrendo, saindo da vida do crime por bem ou por mal, assim contribuindo para a diminuição dos índices de criminalidade. Os índices de assassinatos cometidos em 1993 não podem ser maiores que os de 1984, pois acompanhando a linha de raciocínio, naquele ano havia muito menos criminosos em virtude da lei do aborto, que já era válida e havia a diminuição dos criminosos mortos ou “aposentados” da geração mais antiga.

B) Mesmo os EUA tendo menos pobres, o índice de criminalidade não diminuiria, pois muitas vezes o crime é cometido por homens de classes sociais média e alta, o que podemos chamar de ganância. Ou como na maioria das vezes, são cometidos por pessoas que possuem dependência química.
C) Ainda que a aliança entre Bill Clinton, Robert Rubin e Alan Greenspan tenha gerado uma suposta melhora econômica nos Estados Unidos, tal fato não poderia causar uma queda significativa na criminalidade do país. Estudos realizados pela OAB indicam que o principal fator que leva as pessoas ao crime, não são nem a pobreza e nem o desemprego, e sim a sustentação de vícios. A problemática da dependência química não está presente apenas nos lares de classe baixa, mas também (até em sua maioria) das classes média e alta. Mesmo tendo condições financeiras para sustentar o próprio vício, muitos jovens dessas classes sociais recorrem ao crime a fim de não utilizarem o próprio dinheiro para a compra dos entorpecentes e, desta forma, passar despercebido pelos familiares mais próximos. Há muitos casos ainda em que o jovem é incentivado a praticar o crime, como uma espécie de ritual para fazer parte do grupo. Visto por esse ângulo, se a maioria dos crimes é ocasionada por tal fator, a melhora financeira não poderia influenciar significativamente no índice de criminalidade, mas a redução de número de jovens, por sua vez sim, já que é a idade onde ocorre a maior incidência de dependência química.
D) A partir de pesquisas e dados, é possível traçar uma linha de raciocínio sobre a relação entre interrupção da gravidez e a diminuição da criminalidade. Com a liberação do aborto nos Estados Unidos da América, milhares de jovens sem estrutura emocional e social, e com problemas relacionados ao álcool e drogas passam a ter no aborto legal uma alternativa lícita de corrigirem o acidente de uma gravidez indesejada.
Analisando dados estatísticos, verificamos que após a liberação do aborto, cerca de 750 mil mulheres o fizeram no EUA. Na década de 80 esse número subiu para 1,6 milhões e estacionou. Vale salientar o perfil das mulheres que buscavam interromper uma gravidez não planejada: solteira, com menos de 20 anos e de situação financeira desfavorável. Estudos apontaram que a criança impedida de nascer nos primeiros anos da legalização do aborto, estaria 50% mais propensa que a média a crescer na pobreza. Teria 60% mais de chances de ser criada por um dos genitores, fator este que está entre os determinantes no ingresso na criminalidade.
Acreditamos que dados estatísticos são uma forma de prever determinados acontecimentos futuros. Se essas crianças abortadas nascessem, obviamente, nem todos trilhariam o caminho da criminalidade, mas a propensão a uma vida ilícita seria maior.
Concluímos que os argumentos utilizados no texto analisado nada têm a ver com a diminuição da criminalidade. Segundo os autores de Freakonomics, ela caiu devido à legalização do aborto nos EUA, enquanto na Romênia, aconteceu o inverso: proibiu-se o aborto, e conseqüentemente, elevou-se o índice de criminalidade. Portanto, esses argumentos não condizem com a realidade, e assim, o livro Freaknomics leva a razão nesse capítulo discutido.

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